O Carnaval Infantil de Ílhavo, suspenso devido às condições atmosféricas adversas, sai à rua esta quarta-feira.
Desfile tem início às 10h30, em Ílhavo, agora sob a designação de Desfile de Primavera com a participação de 780 crianças e 95 adultos, provenientes do Agrupamentos de Escolas da Gafanha da Nazaré e de todas as IPSS do Município.
Os Agrupamentos de Escolas de Ílhavo e da Gafanha da Encarnação não estarão representados.
A autarquia explica que o reagendamento do desfile, inicialmente previsto no âmbito do Carnaval Infantil, pretende “valorizar e dar expressão ao significativo trabalho desenvolvido pelas crianças, escolas e instituições", em articulação com as famílias e associações de pais, "evitando que esse investimento coletivo não tenha oportunidade de ser vivido e partilhado”.
O Carnaval Infantil do Município de Ílhavo – Desfile da Primavera começa em frente ao Hotel de Ílhavo, na Avenida Mário Sacramento, percorrendo o Jardim Henriqueta Maia e terminando próximo do Pavilhão Municipal Capitão Adriano Nordeste.
A circulação automóvel estará interdita, esta quinta, dia 30 de abril, entre as 9h30 e as 13 horas, na Avenida 25 de Abril, entre a rotunda da Piscina Municipal de Ílhavo e a EN109; a Avenida Mário Sacramento em toda a sua extensão; a Rua da Venezuela; e a Avenida Manuel da Maia.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro promoveu, hoje, dia 29 de abril, em Coimbra, a final da 5.ª edição do Concurso Regional Centro Circular.
Disputada por 37 alunos finalistas, de 16 escolas da região Centro, esta edição mobilizou cerca de 900 alunos (257 alunos do 2.º ciclo e 635 alunos do 3.º ciclo) e 76 professores de 73 escolas diferentes.
O Centro Circular é um jogo educativo online (https://www.centrocircular.pt/), desenvolvido pela CCDR Centro, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar da região para os princípios da economia circular, através de uma abordagem inovadora baseada na gamificação.
Dirigido a alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico dos 100 municípios da Região Centro, o concurso registou uma elevada adesão.
Durante a fase de competição qualificativa, aberta a todas as escolas da região, que decorreu entre 23 de fevereiro e 23 de março, foram criados mais de quatro mil jogos de tabuleiro, evidenciando o sucesso da plataforma como ferramenta de aprendizagem e sensibilização para a economia circular.
Neste período, os alunos (em colaboração com os professores), tiveram a possibilidade de jogar na plataforma online, acumulando pontos que contribuíram para a seriação dos próprios alunos, mas também das escolas participantes.
Os 12 melhores alunos de cada ciclo, por Comunidade Intermunicipal (CIM), tiveram a possibilidade de jogar presencialmente nas semifinais intermunicipais, que decorreram entre 20 e 24 de abril.
Através destas semifinais foram selecionados os alunos para representação de cada uma das CIM na final regional.
Os vencedores da 5.ª edição do Concurso Regional Centro Circular são:
2.º ciclo
1.º lugar - João Tiago dos Santos Martins Monteiro, Colégio de S. Teotónio, Coimbra
2.º lugar - Daniel Lopes Dinis, Colégio de S. Teotónio, Coimbra
3.º lugar - Santiago Vieira Martins, Colégio de S. Teotónio, Coimbra
3.º ciclo
1.º lugar - David Shanguiny Mbiyavanga Abel, Escola Básica e Secundária de Sever do Vouga
2.º lugar - Maria Pina dos Santos Mendes, Escola Básica e Secundária Pedro Álvares Cabral, Belmonte
3.º lugar - Daniel Tavares de Almeida, Escola Básica e Secundária de Sever do Vouga
Os professores vencedores são:
Rui Miguel Batista Bulha, da Escola Básica e Secundária Pedro Álvares Cabral, de Belmonte
Ana Carla Mendonça Carvalho, da Escola Básica e Secundária Fernão do Pó, do Bombarral
Alexandrina Maria Morgadinha Candeias, da Escola Básica Carolina Beatriz Ângelo e da Escola Básica e Secundária da Sé, da Guarda
A Escola vencedora de 2026 é a Escola Básica e Secundária Pedro Álvares Cabral, de Belmonte.
Pedro Firmeza apurado para o Campeonato do Mundo de Optimist.
O velejador do Clube de Vela Costa Nova garantiu a qualificação para o Campeonato do Mundo da classe Optimist, ao conquistar o 3.º lugar na 2.ª Prova de Apuramento Nacional (PAN), realizada entre os dias 25 e 28 de abril, em Cascais.
Com este resultado, Pedro Firmeza assegurou também o 3.º lugar no Ranking Nacional de Seleção 2025/2026, integrando assim a equipa que irá representar Portugal no Mundial, que terá lugar em Tânger, Marrocos, no mês de junho.
O velejador do CVCN vai integrar a equipa nacional composta por cinco velejadores: Guilherme Costa (Clube Naval de Cascais), António Moreira (Clube de Vela Atlântico), Pedro Firmeza (Clube de Vela Costa Nova), Artur Bento (Clube de Vela do Barreiro) e Diogo Caetano (Clube Naval Povoense), que serão acompanhados pelo treinador Frederico Rato (Clube Naval de Portimão) e pelo team leader Miguel Pinheiro (Clube de Vela Atlântico).
Para o Clube de Vela Costa Nova, este resultado é um “grande orgulho e representa o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na formação de jovens velejadores, reforçando a sua presença entre os clubes de referência a nível nacional”.
Alberto Souto Miranda não retira palavras à publicação sobre a entrada do Chega em cargo executivo com pelouros atribuídos na Câmara de Aveiro e reage à resposta de Diogo Soares Machado que o acusou de criticar hoje o que praticou no passado.
O antigo autarca reconhece que construiu entendimentos com vereadores que tinham sido eleitos pelo PSD mas diferencia os dois quadros políticos.
“Como é óbvio, mas o Diogo quer esquecer, o PSD de então era muito diferente do PSD de hoje e do Chega. Nada tenho contra consensos locais. Mas tenho tudo contra acordos com partidos anti-Abril, salazarentos, racistas e xenófobos”.
O candidato do PS às autárquicas de 2025 e que suspendeu mandato mantém a essência das críticas visando não apenas o vereador do Chega mas também o presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto Miranda.
“O Diogo já conheço há muitos anos. Todos na política aveirense o conhecem. O CDS conhece-o. Tão bem que não o quis. Já quanto ao Sr. Presidente, que há meses o distratava politicamente, descubro, entristecido, a sua pusilanimidade. Parece que não comprou silêncios. Comprou ruído: um sargento com poder de fogo de pólvora seca”.
Defende-se do ataque sobre a carreira política em cargos públicos e de administração em empresas públicas.
“O Diogo omite, porém, a parte mais relevante do meu percurso. Quis fazer passar a ideia de que fui um carreirista da política. É falso. A parte mais importante da minha vida foi ancorada no trabalho e na avaliação de mérito”, refere o político e docente universitário, primeiro jurista português do Banco Europeu de Investimento.
Souto considera que nos aspetos centrais da polémica está a entrada do Chega na Governação municipal e é aí que centra a crítica.
“Reitero que um acordo com um partido anti-Abril é um acordo de lesa democracia. Tão mau, tão mau, que o CDS se absteve, o Presidente teve de exercer o voto de qualidade e o Diogo Machado teve de votar nele próprio (!) para ter acesso às lentilhas. Não sei se isto é juridicamente válido. O que sei é que há um óbvio conflito de interesses: o Diogo votou a favor de ser atribuído a si mesmo (!) um vencimento a tempo inteiro. Nem adjectivo…Como alguém escreveu: a piada faz-se sózinha”.
A Comissão Política da Federação de Aveiro do Partido Socialista reuniu no dia 27 de abril, no Museu Marítimo de Ílhavo, para preparar o próximo processo eleitoral.
Da ordem de trabalhos fazia parte a eleição da Comissão Organizadora do XXII Congresso Federativo (COC) e a aprovação da data das eleições do Presidente da Federação, dos Delegados ao Congresso, da Presidente e Comissão Política da Estrutura Federativas das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos (MS-ID).
Em simultâneo, decorrerão as eleições dos órgãos das concelhias e secções, bem como das estruturas concelhias das MS-ID.
As eleições realizar-se-ão no dia 19 de junho e o Congresso Federativo decorrerá no mês de julho, de acordo com decisão da Comissão Nacional, em data e local a definir pela Comissão Organizadora do Congresso.
A Comissão será presidida por Emanuel Oliveira (Ovar), e integra os seguintes dirigentes: Rosa Venâncio (Aveiro), Eduardo Conde (Ílhavo), Carolina Ribeiro (Oliveira do Bairro), Leonardo Martins (São João da Madeira), Ana Marta Silva (Espinho) e Mário Costa (Aveiro).
As candidaturas a Presidente da Federação e aos órgãos da estrutura federativa das MS-ID têm como prazo para apresentação o dia 4 de junho e, por sua vez, as listas de candidatos a Delegados em cada secção, adstritas às moções de orientação política dos candidatos à presidência da Federação, devem ser entregues à COC até ao dia 11 de junho.
No caso das candidaturas aos órgãos locais do PS e das MS-ID, as candidaturas também devem ser formalizadas até ao dia 11 de junho.
Os militantes que queiram participar no ato eleitoral devem regularizar as suas quotas (2º semestre de 2025) até ao dia 4 de junho.
A Iniciativa Liberal fala em “sérias dúvidas quanto à coerência política e à transparência do atual processo de governação municipal” em Aveiro.
Reage à chamada do vereador do Chega a funções executivas e diz que está dada uma “machadada” no executivo aveirense.
Estrutura local da IL, defende que a “construção de maiorias deve assentar em bases claras, escrutináveis e politicamente consistentes, não em entendimentos de circunstância que surgem à margem do debate público”.
Lembra que optou por não integrar a coligação liderada por Luís Souto “com sentido de responsabilidade e independência, sem necessidade de dramatizações públicas, mas com a convicção de que Aveiro precisava de um projeto político mais claro, coerente e previsível”.
Ao fim de seis meses e com a decisão agora conhecida, reforça a sua posição tomada antes das eleições de Outubro de 2025.
“Aquilo que hoje se torna evidente demonstra a fragilidade de uma solução construída sem verdadeiro alinhamento estratégico e sujeita a reconfigurações em função de conveniências momentâneas”.
As divisões entre PSD e CDS também são notadas pela IL que olha para CDS-PP e PPM como remetidos a uma “posição irrelevante e sem influência efetiva nas decisões estruturais”.
“Esta realidade evidencia uma coligação onde nem todos contam por igual e onde alguns parecem existir apenas para validar decisões tomadas por outros”.
Já quanto ao Chega nota a incongruência de quem anunciava mudança e acaba integrado em projeto de continuidade.
“No fim do dia o partido Chega, que apregoou durante a campanha eleitoral que iria revolucionar a Câmara Municipal de Aveiro, acaba por apoiar um executivo que se afirma de continuidade e que teima em não mostrar qualquer inovação em relação ao passado”.
Lembra que Aradas já tinha mostrado o primeiro sinal dessa aproximação.
Agora que o Chega entra em funções executivas, a IL assume a liderança da “alternativa política”.
“A Iniciativa Liberal não está, nem estará, a reboque de terceiros. A nossa ação política pauta-se por autonomia, independência, clareza e responsabilidade. Não participamos em soluções pouco transparentes nem em jogos de bastidores orientados exclusivamente para a obtenção de poder”.
O Arouca Geopark renovou, esta semana, em Paris, a sua designação como UNESCO Global Geopark, garantindo a revalidação deste estatuto internacional por mais quatro anos.
A distinção foi formalmente atribuída durante a cerimónia “Welcome Ceremony for Newly Designated and Revalidated UNESCO Global Geoparks and Certificate Handover”, que decorreu na sede da UNESCO.
Esta revalidação constitui um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido no território e reforça o compromisso com a valorização do património, a promoção de práticas sustentáveis e o estímulo ao desenvolvimento local.
O estatuto de Geoparque Mundial da UNESCO distingue territórios que se afirmam como exemplos de gestão integrada, que conciliam conservação, educação e turismo sustentável.
A cerimónia contou, também, com a participação do Grupo Etnográfico de Moldes, que levou até Paris a riqueza cultural do Arouca Geopark e a autenticidade das tradições locais, com destaque para o canto polifónico.
Diogo Soares Machado responde às críticas feitas ao acordo com o PSD e lembra que a memória não pode ser seletiva.
Evoca acordos do PS de Alberto Souto Miranda na Câmara de Aveiro para entrega de pelouro a um eleito do PSD e o acordo de incidência parlamentar de António Costa com PCP e BE para formar governo como duas faces da mesma moeda que agora os partidos de Esquerda criticam.
“O próprio Alberto Souto admitiu publicamente, durante a campanha autárquica de 2025, que governou (?) Aveiro em minoria no seu primeiro mandato, recorrendo a entendimentos com outros partidos e seus representantes – os Aveirenses com memória não selectiva lembram-se muito bem de que acordos e a quem me refiro – num modelo que, hoje, o próprio Alberto Souto expeditamente catalogaria como digno de bom merceeiro”, respondeu Diogo Machado perante o texto publico pelo vereador com mandato suspenso no 25 de Abril.
Machado diz que o que para uns era “pragmatismo”, “responsabilidade” e “respeito pela vontade popular”, há quase três décadas, passou a ser considerado “negócio de mercearia política de lesa democracia” e “traição aos eleitores”.
Alberto Souto afirma que “esta coligação não foi a votos” e acusa o PSD de “mandar às malvas os seus princípios para poder comprar um voto”.
Quanto ao Chega, o antigo autarca acusa Machado de “abdicar de criticar o poder, para poder partilhar um pelouro de lentilhas”.
Na resposta, Diogo Machado relembrou o acordo de incidência parlamentar que deu vida à Geringonça em 2015, no entendimento entre PS, BE e PCP.
“Se o Acordo de Governação celebrado entre o PSD e o Chega, em Aveiro, é mercearia política, o que terá sido a Geringonça? Um hipermercado? Com cartão de fidelização?”
Quanto à acusação ter sujeitado princípios à “compra” de voto, Machado lembra o passado de Alberto Souto na Câmara de Aveiro a quem acusa de protagonizar gestão flexível.
“O resultado dessa flexibilidade ficou devidamente registado e gravado a fogo, até hoje, nas contas do Município: uma dívida superior a 160 milhões de euros que é, ainda, lastro de peso inegável e inquestionável, hipotecando investimentos, projectos e o futuro de todo um Concelho”.
A "troca de voto pelo lugar" no executivo é o momento de aceso confronto político.
O vereador que agora assume funções executivas diz que vai manter a voz ativa mesmo com funções executivas ao lado de PSD e CDS.
“Esclareço e afirmo, para que não restem dúvidas: não sou, nunca fui e não serei, homem de silêncios comprados, muito menos de princípios de ocasião. No Chega Aveiro continuaremos, sempre, a dizer o que pensamos e a defender Aveiro intransigentemente, com ou sem a bênção de Alberto Souto ou dos seus camaradas”.
E devolve a acusações recordando a carreira de Alberto Souto enquanto gestor público, autarca e membro de governo.
“Se, para Alberto Souto, um pelouro municipal aveirense são lentilhas, como deveremos classificar os sucessivos cargos com que foi brindado ao longo de uma carreira política integralmente construída à sombra do poder socialista - dois mandatos à frente da Câmara, vice-presidente da ANACOM, administrador da Caixa Geral de Depósitos, Secretário de Estado de Pedro Nuno Santos em Governo de António Costa? Bife do lombo, certamente…”
Diogo Machado conclui a resposta com referências a Abril e ao valor dos votos nos eleitos do Chega como iguais a tantos outros colocados em urna.
“Chamar salazarento ao voto de mais de quatro mil aveirenses é, no mínimo, uma forma curiosa de celebrar a Liberdade. Ou será que a Liberdade e a Democracia só têm valor quando produzem os resultados que Alberto Souto e os seus camaradas aprovam e validam?”
O Bloco de Esquerda repudia a integração do Chega na coligação PSD/CDS-PP mas diz que não há surpresa.
A estrutura local do Partido entende que esse acordo surge em linha com o “discurso de ataque aos mais frágeis para proteger os poderosos e para proteger o atual regime de desigualdade social, modelo de regime partilhado por ambas as forças políticas e agora formalizado numa coligação”.
“Não é assim surpreendente. Ambos são partidos do sistema da desigualdade e da vida difícil para quem depende do trabalho, sendo o Chega nacional liderado por um ex-PSD e o Chega local liderado por um ex-CDS-PP”.
Para o BE, chocante é promover um acordo que surge ao arrepio de tudo o que foi dito em campanha.
“É, no entanto, uma decisão contrária à campanha desses dois partidos durante as autárquicas de 2025. E é grave por levar para a governação um partido que ambiciona a fascização da sociedade, no sentido de querer implementar um ataque às mulheres e minorias para garantir a presente ordem social de exploração do trabalho, baixos salários, habitação cara, desmantelamento dos serviços públicos e desigualdade social enorme e crescente”.
Define esse entendimento como “decisão grave” que “desprotege” as pessoas em condição de maior vulnerabilidade em Aveiro e no país.
“O racismo, a misoginia e a homofobia não podem ter assento na governação”.
Regista falta de informação sobre o acordo e nota que se fundem interesses circunstanciais ligados ao sentido de voto.
“Não há qualquer ideia ou política apresentada que sustente ou justifique a decisão. É assim claro que o presidente Luís Souto tem uma única preocupação: o poder absoluto e não os aveirenses. E Diogo Soares Machado quer partilhar o espólio da governação local. O oportunismo de ambas as partes não poderia ser mais evidente”.